Guia da Simulação Computacional https://guia.scae.academy Uso de Simuladores computacionais como ferramenta de apoio. Sat, 15 Jun 2024 07:27:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://guia.scae.academy/wp-content/uploads/2023/01/cropped-cropped-logo-32x32.png Guia da Simulação Computacional https://guia.scae.academy 32 32 Guia-SCAE – Passo a Passo https://guia.scae.academy/artigos-de-apoio/guia-scae-passo-a-passo/ Tue, 03 Oct 2023 18:37:29 +0000 https://scae.academy/?p=5088

Guia-SCAE – Passo a Passo

O avanço constante das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no cenário educacional tem proporcionado a emergência de ferramentas pedagógicas de grande potencial. Dentre elas, os simuladores computacionais têm se destacado, possibilitando experiências educacionais ricas e diversificadas. Contudo, a eficácia de tais ferramentas reside, em grande parte, na forma como são integradas ao currículo e à prática pedagógica. Este artigo objetiva oferecer um roteiro estruturado para uma implementação bem-sucedida dos simuladores computacionais em contextos educativos.

 

PASSO 1. PLANEJAMENTO

No primeiro passo, ao decidir-se por implementar a Simulação Computacional em suas aulas práticas, é crucial refletir sobre o papel do professor neste processo e compreender que essa ferramenta tecnológica se presta ao apoio ao ensino-aprendizagem e não como um substituto dos laboratórios convencionais. O propósito é que a simulação computacional atue como um complemento, potencializando o entendimento teórico por meio da prática simulada. Sua integração ao currículo deve ser planejada de forma a otimizar o alcance dos resultados.

 

PASSO 2. RECURSOS TECNOLÓGICOS

Com um plano em mãos, o próximo passo é considerar os recursos tecnológicos necessários e os disponíveis. A seleção adequada dos recursos é imprescindível para qualquer implementação tecnológica. Ao escolher um Simulador Computacional, deve-se considerar suas funcionalidades e potencialidades que promovem o aprendizado prático dos alunos; a interatividade da sua interface; a adequação ao perfil dos estudantes. Além disso, a infraestrutura tecnológica – em particular a capacidade computacional exigida do hardware para a plena execução do simulador – tem de ser avaliada. Algo  também a se considerar é a opção por utilzar simuladores com licensa livre, pois possibilitam que os alunos possam realizar sua instalação em seus equipamentos, viabilizando a prática para além da escola. 

 

PASSO 3. METODOLOGIAS

Com a simulação computacional inserida no planejamento e os recursos tecnológicos devidamente escolhidos, é hora de focar na pedagogia. A simulação, quando combinada com metodologias ativas de aprendizagem, pode produzir resultados significativos. A Aprendizagem Experiencial, proposta pelo teórico David Kolb, por exemplo, entende que os alunos “aprendem fazendo”, enquanto a Aprendizagem Baseada em Projetos e a Aprendizagem Baseada em Problemas incentivam a investigação e a solução de questões reais, coerentes com a futura atuação profissional do egresso. As Trilhas de Aprendizagem, por sua vez, oferecem um caminho sequencial e lógico para a aquisição de competências, além de facilitar a organização e distribuição dos conteúdos por cada período ou aula.

 

PASSO 4. AVALIAÇÕES

A eficácia de qualquer intervenção pedagógica deve ser mensurada. Para garantir que os objetivos de aprendizagem sejam alcançados, é importante adotar uma abordagem tripla de avaliação. A Avaliação Diagnóstica ajuda a traçar um panorama das competências dos alunos. A Avaliação Formativa, realizada ao longo do processo, fornece feedback contínuo, orientando ajustes na instrução. Por fim, a Avaliação Somativa avalia a magnitude do aprendizado alcançado após a conclusão do processo de instrução, constituindo-se na principal fonte para cumprimento das exigências institucionais relativas à progressão do aluno.

 

Conclusão

A implementação bem-sucedida de simuladores computacionais no ambiente educacional é uma jornada que requer planejamento estratégico, seleção criteriosa de recursos, adoção de metodologias pedagógicas robustas e avaliação contínua. Ao seguir o passo a passo proposto no Guia-SCAE, os professores estarão aptos a maximizar o potencial dos simuladores, transformando a experiência de aprendizagem em algo verdadeiramente inovador e impactante. prática pedagógica.

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Guia-SCAE – Benefícios para o Professor https://guia.scae.academy/artigos-de-apoio/guia-scae-beneficios-para-o-professor/ Sat, 30 Sep 2023 17:59:36 +0000 https://scae.academy/?p=5062

Guia-SCAE – Benefícios para o Professor

A Educação está em meio a uma  constante evolução da pedagogia e das práticas de ensino e, nesse contexto, o uso da simulação computacional tem se destacado como uma poderosa ferramenta no apoio ao processo de ensino-aprendizagem. No entanto, para extrair o máximo potencial deste recurso, é essencial uma abordagem estruturada e coerente com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), voltadas para a educação. É aqui que o Guia-SCAE surge, apresentando-se como um referencial na integração efetiva da simulação com a prática educacional. Dentre os principais benefícios da utilização do guia podemos destacar: 

1 – Orientação para Uso Eficiente da Simulação

A eficiência, frequentemente, é o resultado de uma orientação clara. O Guia-SCAE oferece um arcabouço instrucional que não apenas guia, mas também realça a prática pedagógica. Ao fazer isso, otimiza-se a experiência de simulação, o que, por sua vez, potencializa a aquisição de competências essenciais pelos alunos.

2 – Convergência das Abordagens Pedagógicas

A fragmentação didática é um obstáculo para o aprendizado. Os alunos podem encontrar dificuldades para ver o quadro geral ou compreender a relevância do que estão aprendendo. O Guia-SCAE age como uma ponte, proporcionando uma uniformidade didática às aulas práticas apoiadas pela simulação. Este aspecto é crucial, pois garante que os conhecimentos abordados nas aulas guardem a devida coerência com o conteúdo programático previamente planejado, independentemente do educador ou contexto.

3 – Propicia a consistência no ensino

Todo educador busca clareza e robustez em sua metodologia. Com um referencial teórico e metodológico sólido, o guia elimina possíveis ambiguidades e assegura uma integração precisa da simulação nas práticas educacionais. Esta é uma vitória dupla, beneficiando tanto educadores quanto aprendizes.

4 – Facilita avaliação das práticas

Avaliar com precisão é crucial para o progresso. Com parâmetros e critérios objetivos, o guia torna o processo de avaliação das simulações mais fluído e construtivo. Está além de simples notas: é sobre proporcionar feedback real e melhorar a eficácia do ensino.

5 – Referencial de Consulta Contínua

No ensino apoiado pelas TICs, ter uma fonte de consulta confiável é inestimável. O Guia-SCAE não é apenas uma ferramenta, mas um companheiro na jornada pedagógica, auxiliando o professor desde a concepção até a avaliação das aulas práticas.

Conclusão

Na interseção da tecnologia e educação, o Guia-SCAE se destaca como uma inovação pedagógica. Ele não apenas facilita a integração da simulação no ensino prático, mas também redefine a qualidade e consistência do processo educativo. Seja o professor um experiente utilizador da simulação computacional ou um novato, este guia será uma adição valiosa à sua prática pedagógica.

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Guia-SCAE – A Quem Se Destina https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/guia-scae-a-quem-se-destina/ Fri, 29 Sep 2023 16:14:14 +0000 https://scae.academy/?p=5041

Guia-SCAE – A Quem Se Destina

A simulação computacional, uma ferramenta que anteriormente era predominantemente associada a áreas altamente especializados das tecnologias digitais, hoje tem encontrado seu lugar na educação profissional. Seu potencial para melhorar o ensino e a aprendizagem é imenso. Contudo, sua implementação em ambientes educativos não é isenta de desafios e, como qualquer outra ferramenta, sua eficácia depende do uso adequado. É aqui que o Guia-SCAE entra em cena, visando auxiliar educadores na jornada da simulação didática.

Para professores experientes em Simulação Computacional:

Mesmo aqueles familiarizados com a simulação computacional enfrentam desafios no seu emprego no apoios às aulas práticas. A pedagogia é, por concepção, dinâmica, e o que funcionou em uma turma pode precisar de ajustes na próxima. Nesse contexto, o Guia-SCAE apresenta-se não somente comom mais um recurso didático, mas como um convite ao aperfeiçoamento e, ao invés de prescrever uma “receita de bolo”, o guia vai além da sequencia instrucional convidando o usuário à reflexão e, com base nos exemplos disponibilizados, o professor podera  adaptar as estratégias conforme as necessidades de suas turmas. 

Para professores iniciantes na utilização da Simulação Computacional:

A adoção da simulação computacional no apoio ao ensino-aprendizagem pode ser uma tarefa complexa. O Guia-SCAE age como um suporte, com fases e passos a serem seguidos progressivamente para a integração da simulação no ensino. Ele clarifica conceitos e fornece um framework detalhado, ajudando educadores a conduzirem a implementação da simulação com confiança. Mais do que um manual, o guia busca encorajar os educadores a questionar, adaptar e personalizar suas aulas conforme seu contexto educacional.

Em suma, o Guia-SCAE não exauri todas às possibilidades de uso da simulação computacional nas aulas práticas, mas sim, conduz a uma postura exploradora por parte do docente no tocante às TICs. Ele apresenta a simulação computacional como uma extensão da prática pedagógica, requerendo o mesmo nível de reflexão e adaptação dispensada a outras ferramentas educacionais. Seja você um entusiasta de longa data da simulação ou alguém apenas começando, o guia oferece insights que prometem enriquecer sua abordagem didática. 

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Planejamento para a Inserção dos Simuladores Computacionais https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/planejamento-para-a-insercao-dos-simuladores-computacionais-2/ Wed, 23 Aug 2023 19:52:56 +0000 https://scae.academy/?p=4337
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Planejamento para a Inserção dos Simuladores Computacionais

A inserção de simuladores no ambiente de ensino requer um planejamento cuidadoso e estratégico. Este é o pilar que sustenta a execução de todas as atividades didáticas, fazendo a ponte entre teoria e prática. De acordo com Tavares (2008), uma aprendizagem efetiva e significativa se dá quando consideramos três fatores fundamentais na fase de planejamento.

Primeiramente, é imprescindível um conteúdo estruturado de maneira lógica, constituindo a parte teórica. Essa estrutura deve incluir textos, atividades de leitura e escrita, que servem como ligação com a prática. Além disso, é essencial que o aluno possua um conhecimento prévio organizado, que permita a associação com o novo conteúdo. Finalmente, o aluno deve estar predisposto a relacionar o novo conhecimento com o que já sabe, em um processo contínuo de compreensão e interpretação ao organizar o novo conteúdo que emerge da simulação (Tavares, 2008).

Casulo (2011) sugere uma abordagem eficaz para facilitar o processo de relação, compreensão e interpretação:

  1. Leitura de Textos: Inicialmente, os alunos devem realizar a leitura de textos, de maneira individual e orientada. Embora a leitura seja silenciosa, deve-se fomentar a discussão, reflexão e troca de ideias entre os alunos.
  2. Trabalho em Grupo: Nesta fase, os alunos participam de um buzz-group, discutindo sobre o conteúdo teórico com a mediação do professor. Esta abordagem amplia a capacidade de escuta, abre novos horizontes e melhora a compreensão pessoal em relação aos conhecimentos discutidos.
  3. Debate em Plenário: Posteriormente, um debate em plenário sobre o tema específico analisado anteriormente envolve todos os alunos. Diferente do buzz-group, o debate deve ser moderado e regulado pelo professor.
  4. Aulas Práticas de Simulação: As aulas práticas devem ser realizadas utilizando as ferramentas de simulação, seguindo os conceitos das metodologias selecionadas neste guia como apropriadas para solucionar problemas ou avaliar a viabilidade de projetos, planejados previamente pelo professor e executados pelos alunos.

Em todas essas etapas, é importante explorar os conhecimentos prévios dos alunos, que funcionam como pontes cognitivas (Moreira, 2015). A relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento é crucial para a aprendizagem efetiva. Além disso, é recomendado que o aluno registre seu processo de aprendizado ao final de cada etapa (Avaliação Formativa).

Esta abordagem de ensino é inspirada na teoria da aprendizagem experiencial de David Kolb, que enfatiza a importância de aprender fazendo, ao invés de apenas ouvir ou ler sobre um conceito.

Referências:

Casulo, J. C. de O.  (2011). Uma metodologia de ensino para aulas práticas universitárias: leitura, trabalho de grupo e debate. Revista Portuguesa de Pedagogia, 161-169.. https://doi.org/10.14195/1647-8614_Extra-2011_13

Kolb, D. (2014). Experiential learning: Experience as the source of learning and development (2th ed.). FT press.

Moreira, L. C. D. (2015). O uso de simulações computacionais como ferramenta facilitadora do aprendizado dos tópicos de física moderna no ensino médio. [Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará]. Repositório da UNIFESSPA. http://repositorio.unifesspa.edu.br/handle/123456789/584.

Tavares, R. (2008). Animações interativas e mapas conceituais: uma proposta para facilitar a aprendizagem significativa em ciências. Revista online Ciência & Cognição, 13(2), 99-108.

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Avaliação Somativa https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/avaliacao-somativa/ Mon, 21 Aug 2023 22:00:35 +0000 https://scae.academy/?p=4161

Avaliação Somativa

Os sistemas educacionais, tradicionalmente, fundamentam-se na atribuição de notas quantitativas para mensurar o aprendizado dos estudantes em escolas e outras instituições acadêmicas. Essa mensuração inclui diversas formas de avaliar o desempenho dos alunos. Esse processo abrange, também, o contexto das aulas práticas. 

Convencionalmente quando a avaliação é empregada para conferir uma nota ou conceito final, visando a promoção do estudante, é conhecida como avaliação somativa. Essa abordagem tende a ser classificatória, visando ordenar os resultados dos alunos no término de um período letivo, curso ou disciplina, com base em critérios de aproveitamento previamente estabelecidos. A avaliação somativa, assim, presume uma forma de comparação, classificando o aluno segundo seu desempenho e, muitas vezes, em relação ao grupo de pares (Haydt, 2011).

No contexto das TICs no apoio ao Ensino-aprendizagem, o processo de avaliação, deve abranger tanto as competências quanto o conhecimento de conteúdo, o que acentua a necessidade da evolução dos métodos de avaliação para fazer frente às demandas da era digital (Bates, 2017).

O “Plano Cartesiano de Kolb” é uma representação visual do Modelo de Aprendizagem Experiencial criado pelo teórico. Utilizando este modelo e o Inventário de Estilos de Aprendizagem, pode-se observar uma relação entre o estilo de aprendizagem preponderante na turma e o desempenho acadêmico conjunto. Conforme Kolb (2013), cada estudante atribui um peso que reflete suas experiências e percepções durante o processo de aprendizagem. Agregando esses valores, obtêm-se índices que representam as dimensões de Experiência Concreta, Conceituação Abstrata, Observação Reflexiva e Experimentação Ativa. Estes índices correspondem aos estilos de aprendizagem identificados pelo modelo de Kolb e podem ser considerados de forma agregada para entender a dinâmica de aprendizagem da turma como um todo, bem como se observar os grupos predominantes e os menos representados. De posse dessas informações, o professor pode delinear estratégias para melhoria dos resultados da própria turma, bem como projetar a ampliação dos resultados das turmas vindouras.

Nessa perspectiva coletiva, os índices não são usados para classificar os alunos individualmente, mas para refletir sobre a experiência de aprendizagem compartilhada pela classe e identificar abordagens pedagógicas que possam ser benéficas para o grupo em sua totalidade. A figura abaixo ilustra o Plano Cartesiano de Kolb:

Figura 1 – Plano cartesiano de Kolb.

Plano Cartesiano de Kolb

Fonte: Sobral (1992).

O “Plano Cartesiano de Kolb” organiza quatro etapas-chave do processo de aprendizagem em um gráfico bidimensional. No eixo horizontal, temos o continuum que vai da Experiência Concreta à Conceituação Abstrata, enquanto no eixo vertical observamos a transição da Observação Reflexiva para a Experimentação Ativa.

Dentro deste quadro, emergem quatro estilos predominantes de aprendizagem, que são:

Divergente (EC + OR): Captação da experiência e visualização de múltiplas perspectivas.
Assimilador (CA + OR): Entendimento de teorias e conceitos abstratos que explicam as observações.
Convergente (CA + EA): Aplicação de ideias para resolver problemas e tomar decisões.
Acomodador (EC + EA): Engajamento em novas experiências e ações.

Quando aplicamos o modelo de Kolb no contexto de ensino técnico e profissionalizante, sua relevância se acentua, dada a ênfase do currículo no “aprender fazendo”. O modelo oferece uma estrutura perceptiva que auxilia na compreensão de como a aprendizagem prática se desenvolve e, a partir da mensuração de índices, como aferir de notas aos alunos com base em critérios objetivos.

Como forma de reunir as informações necessárias à análise, a autoavaliação pode ser aplicada em conjunto com o Plano Cartesiano de Kolb num contexto de avaliação dos resultados da turma, de forma coletiva, constituindo-se numa prática complementar ao método quantitativo tradicional, observando-se, ainda, a conformidade com as diretrizes da instituição de ensino. A autoavaliação pode favorecer com que os alunos comparem o que aprenderam durante o percurso da disciplina com o conhecimento prévio, o qual já tinham domínio (Bacich & Moran, 2018).

Logo, se o professor decidir implementar uma avaliação somativa que integre autoavaliações e avaliações objetivas, é necessário ponderar os resultados de forma a incentivar o aluno a se envolver no processo de construção e avaliação dos conhecimentos obtidos.

Vejamos sua aplicação: 


Atividade: Avaliação Somativa utilizando a Pirâmide de Miller integrada ao Plano Cartesiano de Kolb.
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos pelos alunos na disciplina “Planejamento e Projeto de Redes”. 
Metodologia: Solicite e incentive os alunos a responderem a um pequeno questionário de autoavaliação, conforme o modelo de formulário disponível neste link Avaliacao Somativa – Piramide de Miller – Plano-Cartesiano de Kolb. Instrua os alunos a refletir sobre sua aprendizagem na disciplina, especialmente com relação à simulação computacional e ao design de redes. Compartilhe o formulário com a turma. Abaixo, vê-se a imagem que representa graficamente o formulário no Google Forms:

Figura 2  – Formulário para Autoavaliação.

Para cada questão, os alunos irão responder de forma subjetiva ao que se pede e atribuir um peso de 1 a 5 ao questionamento complementar, com base nas respostas relativas aos respectivos questionamentos. A sequência no formulário é a seguinte:


1 – Item :

Instruções: Reflita sobre as atividades que você realizou no simulador computacional durante as aulas da disciplina.

Questão 1: Apresente aquele que foi seu maior desafio durante a prática de configuração de redes, bem como você o superou.(Sabe/Faz)

Questão Complementar: Numa escala onde 1 é Ineficiente e 5 é Muito Eficiente, classifique sua eficiência na resolução do desafio citado acima. (Experiência Concreta)

2 – Item do Formulário: 

Instruções: Reflita sobre como você assimila as informações através da observação e pensamento.

Questão 2:Ao observar o comportamento das redes implementadas, especificamente quanto aos fatores e problemas inesperados, como você interpreta essas observações? (Sabe como/Mostra como)

Questão Complementar: Numa escala onde 1 é Incapaz e 5 é Muito Capaz, avalie sua capacidade de compreender e explicar esses comportamentos. (Observação Reflexiva)

3 – Conceituação Abstrata (Sabe):

Instruções: Pense em como você processa novas ideias e conceitos abstratos.

Questão 3: Qual a principal teoria ou conceito abstratos que você aplicou durante as configurações das redes LAN?

Questão Complementar: Numa escala onde 1 é Inicial e 5 é Avançado, classifique seu nível de compreensão desse conceito ou teoria.

4 – Experimentação Ativa (Faz/Mostra como):

Instruções: Considere como você aplica o conhecimento em situações práticas.

Questão 4: Se você pudesse refazer os projetos que implementou nas aulas práticas simuladas, que novas abordagens você tentaria?

Questão Complementar: Numa escala onde 1 é Nenhuma Disposição e 5 é Muito Disposto, avalie sua disposição para experimentar e aplicar essas abordagens.


O modelo de questionário acima permite ao educador avaliar, no primeiro momento,  as competências adquiridas pelos alunos no percurso da disciplina e, conforme os conceitos preconizados na Pirâmide de Miller, aferir se os objetivos educacionais foram atingidos.

Em um segundo momento o formulário traz questionamentos relativos à experiência vivenciada pelo aluno na realização das práticas. Nessa perspectiva os índices são utilizados para classificar os alunos individualmente, bem como para refletir sobre a experiência de aprendizagem compartilhada pela classe e identificar abordagens pedagógicas que possam ser benéficas individualmente, mas também para a turma em sua totalidade. A  análise desses resultados, como a descrita utilizando-se o Plano Cartesiano de Kolb, deve fazer uso de meios eletrônicos para agrupá-los e submetê-los a operações matemáticas que irão, por fim, indicar qual o estilo de aprendizagem dos alunos a nível individual e coletivo. Neste guia, optou-se pela utilização do Google Sheets para tal intento. Abaixo vê-se a figura de parte da planilha resultante da autoavaliação da turma: 

Figura 3  – Planilha para Análise de Resultados.

Para a avaliação dos resultados, sugere-se a seguinte sequência de ações:

1. Compilar os Dados:
Primeiro, você precisará compilar as respostas dos alunos. O Google Forms facilita isso ao fornecer um resumo das respostas ou permitir que você exporte os dados para uma planilha do Google Sheets. O modelo da planilha retratado na imagem acima está disponível neste link Modelo de Planilha para Analise dos Feedbacks . 

2. Análise Quantitativa:
Para as perguntas de escala linear, você pode calcular médias, mediana, ou modos para cada quadrante para entender quais aspectos do ciclo de aprendizagem de Kolb são mais ou menos prevalentes na experiência dos alunos.

3. Relacionar com Objetivos de Aprendizagem:
Veja como as preferências de aprendizagem dos alunos se alinham com os objetivos de aprendizagem da disciplina. Se muitos alunos pontuam alto em Experiência Concreta, por exemplo, mas o curso é fortemente teórico, isso pode indicar uma desconexão entre o estilo de aprendizagem dos alunos e os métodos de ensino utilizados.

4. Ajustar Práticas Pedagógicas:
Com base nos resultados, o educador pode decidir adaptar as estratégias de ensino para acomodar diferentes estilos de aprendizagem. Por exemplo, se muitos alunos pontuam alto em Experimentação Ativa, isso pode justificar a integração de mais atividades práticas no curso.

5. Identificar Extremos e Disparidades:
Note se há grandes discrepâncias nas respostas, como alguns alunos dando pontuações altas e outros baixas para o mesmo quadrante. Isso pode sinalizar uma diversidade de estilos de aprendizagem que pode precisar ser abordada individualmente, ou mesmo, que o aluno preencheu o formulário de forma displicente, cabendo ao professor avaliar a hipótese de eliminação da resposta para preservar o resultado coletivo.

6. Discussão e Feedback:
Os resultados podem ser um ponto de partida para discussões individuais ou em grupo com os alunos, para entender melhor suas necessidades e perceber como o curso pode ser melhorado.

7. Avaliação Continuada:
Trate essa avaliação como um processo contínuo, não como um evento único. Ajuste suas estratégias de ensino e repita a avaliação após um período para ver se as mudanças tiveram o impacto desejado.

8.Ferramentas de Análise:

Utilize as ferramentas de análise de dados do Google Sheets, como gráficos e tabelas, para visualizar os resultados.

Lembre-se, o objetivo final desta avaliação é melhorar a experiência de aprendizagem dos alunos e a eficácia do ensino, e não apenas medir o desempenho dos alunos de uma maneira tradicional.

Referências:
Bacich, L., & Moran, J. (Eds.). (2018). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Penso.
Haydt, R. C.C. (2011) Curso de Didática Geral. Ática.
Kolb, D. (2013). Experiential learning: Experience as the source of learning and development. FT press.estudo de caso com os alunos de graduação do Curso de Ciências Contábeis da UFBA. In. Anais do XV Congresso Brasileiro de Custos.

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O Papel do Professor https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/o-papel-do-professor/ Wed, 09 Aug 2023 23:03:06 +0000 https://scae.academy/?p=3577
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O Papel do Professor

Antes de tudo, vale lembrar que a implementação de tecnologias educacionais não tem o condão de substituir a figura do professor. Isso posto, entende-se a simulação computacional como uma ferramenta de apoio para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.

O Papel do Professor
Os professores precisam estar preparados para atender às necessidades de aprendizagem dos alunos e atuar como mediadores nas aulas práticas ao utilizar simuladores computacionais. Portanto, é essencial definir objetivos claros e ter uma compreensão das habilidades que os alunos devem adquirir. Conforme os alunos avançam em seu aprendizado, eles precisam desenvolver habilidades para lidar com quantidades, formas, tamanhos, cor, comportamentos, variáveis, entre outros. É importante saber que tudo isso pode ser manipulado e mediado por meio de simuladores, por meio de testes com algoritmos ou mesmo por meio de brincadeiras e jogos com objetos do ambiente (Brasil, 2017). Além disso, é fundamental desenvolver habilidades para resolver problemas, decompondo-os em partes menores, identificando etapas ou ciclos que muitas vezes se repetem e podem ser generalizados para solucionar outros problemas (Brasil, 2017).

Promovendo o Pensamento Crítico e a Transformação
Os alunos devem entender que a simulação facilita as explicações sobre o mundo e a realidade em que estão inseridos. A indiscutível capacidade de representar ambientes, equipamentos e processos de forma dinâmica, desafia os alunos a discutirem questões socioambientais, culturais, científicas, políticas e econômicas, com ângulos de visão que reproduzem, ou muito se aproximam, da realidade. A habilidade de expressar ideias, sentimentos e soluções por meio desses artefatos computacionais, utilizando diferentes linguagens e tecnologias de forma criativa, crítica, reflexiva e ética, são requisitos valiosos a serem adquiridos já no ensino fundamental. Isso forma indivíduos conscientes, capazes de analisar criticamente os impactos sociais, ambientais, culturais, econômicos, científicos, tecnológicos, legais e éticos do conhecimento. Eles também devem apresentar habilidades para aplicar os princípios técnicos da computação na identificação de problemas e na criação de soluções (Brasil, 2017).

Habilidades Essenciais na Educação Básica
É importante ressaltar que, na educação básica, também é fundamental desenvolver habilidades como a capacidade de compreender, analisar, construir, desenvolver e agir de forma a utilizar as técnicas computacionais para solucionar problemas pessoais, sociais, culturais, ambientais, políticos e econômicos. Tudo isso deve ser feito de forma pessoal e coletiva, com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência, determinação e reconhecimento de direitos e deveres (Brasil, 2017).

Formação do Professor e Metodologias Educacionais
No contexto da utilização da tecnologia, a formação do professor é fundamental para desenvolver práticas educativas em que a tecnologia se torne um recurso diferenciado para estabelecer novas formas de ensinar e aprender. Além do uso dos simuladores, é necessário ter clareza sobre os objetivos de aprendizagem propostos (Palloff & Pratt, 2002). Conhecer as bases epistemológicas das teorias de aprendizagem que sustentam as práticas e o uso dos simuladores é relevante e contribui para a ampliação do conhecimento adquirido. 

É essencial que os professores estejam preparados para utilizar a tecnologia de forma eficaz, articulando metodologias adequadas aos objetivos de aprendizagem. Além disso, o desenvolvimento de habilidades críticas, éticas e transformadoras é essencial para preparar os alunos para os desafios do mundo contemporâneo. Ao adotar a simulação computacional e aproveitar o potencial da tecnologia, almeja-se transformar a experiência educacional e capacitar os alunos para um futuro profissional de sucesso.

Por fim, a simulação computacional pode desempenhar um papel relevante no ensino profissional, permitindo aos alunos adquirirem habilidades práticas e prepará-los para o mercado de trabalho.

Referências:

Brasil. (2017). Base Nacional Comum Curricular. Ministério da Educação.

Palloff, R.M, & Pratt, K. (2002). Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço: estratégias eficientes para a sala de aula online. Artmed.

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Disciplina Segurança de Redes https://guia.scae.academy/exemplos-aplicados/disciplina-segurancas-de-redes/ Fri, 02 Jun 2023 16:43:31 +0000 https://gsc.expert/?p=2892
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Padlet para Construção do E-portfólio https://guia.scae.academy/exemplos-aplicados/padlet-para-construcao-do-e-portfolio/ Thu, 25 May 2023 22:42:52 +0000 https://gsc.expert/?p=2740

Padlet para Construção do E-portfólio

Para ilustrar a aplicação na prática de uma avaliação formativa apoiada por e-portfólio, segue um exemplo explicando a estruturação de uma trilha de aprendizagem com o tema “Problemas de Segurança em Redes de Computadores”, onde se busca avaliar o nível de conhecimento do aluno sobre o referido tema, bem como suas habilidades e competências, vejamos: 

De posse desses registros, professores e alunos podem, com razoável eficiência, acompanhar os resultados obtidos a partir das estratégias de ensino adotadas. Para Kolb (2013), é fundamental que o professor possa observar todo o processo, que é chamado de ciclo de aprendizagem, porque, em cada fase, acontece um tipo específico de aprendizado, que ocorre desde a experiência, passando pela reflexão, o pensar e o fazer. 

Ter uma ferramenta para compartilhar os resultados permitirá ao aprendiz avaliar suas reais condições para seguir à próxima fase de avaliação, a avaliação somativa. 

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Avaliação Formativa https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/avaliacao-formativa/ Thu, 25 May 2023 21:49:51 +0000 https://gsc.expert/?p=2717
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Avaliação Formativa

A Avaliação Formativa é uma atividade indispensável ao processo educativo e guarda grande relevância para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Nos moldes da concepção atual de avaliação da aprendizagem, é uma ação sofisticada porque inclui a observação sobre os processos cognitivos e interativos, associada ainda ao feedback, que, neste caso, também envolve regulação, autoavaliação e autorregulação das aprendizagens (Fernandes, 2006).

Não se trata, portanto, de realizar uma avaliação que se centre na correção dos erros que são evidentes na ação do aluno, seja em atividades teóricas ou práticas. É uma avaliação que visa a estar atento ao desempenho do aluno em suas práticas, para, sempre que for necessário, realizar atividades que permitam corrigir rumos e avançar, uma vez que a sua principal função é a de melhorar as aprendizagens e o ensino, sendo essa avaliação necessária aos sistemas educativos.

O presente Guia sugere, com base na  Pirâmide de Avaliação das Competências criada por Miller (1990), os seguintes parâmetros como aplicáveis às avaliações estruturadas pelo professor na fase formativa, a partir dos registros realizados pelos alunos em suas interações: demonstrar que sabe, sabe como faz, mostra como se faz ou diretamente já passa a fazer, sendo, ainda segundo Miller, grosso modo, as duas primeiras centradas nos conhecimentos cognitivos e reflexivos, e as duas últimas voltadas à avaliação das habilidades e competências do aluno, vejamos os quatro níveis da pirâmide proposta pelo autor para avaliação de aulas práticas, a começar por sua base: 

Primeiro nível (sabe): avalia-se, inicialmente, se o aluno possui o conhecimento necessário dos conceitos, teorias e princípios que fundamentam a prática que será realizada. A aplicação de um teste em formulário de múltipla escolha, antes da aula prática, pode servir a essa finalidade;

Segundo nível (sabe como): nesse nível, para além de uma compreensão sólida dos conceitos, mas ainda no âmbito da teoria, é hora de avaliar se os alunos sabem como realizar a prática corretamente. Provas com questões abertas podem ser utilizadas para a realização de testes, a essa altura da pirâmide;

Terceiro nível (mostra como): superados os níveis teóricos, é chegado o momento em que o aluno deve mostrar que sabe como realizar a prática corretamente, bem como demonstrar suas habilidades e competências ao professor e aos demais colegas de sala de aula. Eis algumas sugestões de como se avançar na avaliação do aluno neste nível: 

  1. Demonstrações práticas: Os alunos são convidados a realizar a atividade ou tarefa diante da classe e do professor. Este tipo de avaliação permite que o professor veja como o aluno executa a tarefa e identifique qualquer erro ou mal-entendido.
  2. Role-play: Os alunos podem demonstrar suas habilidades práticas ao desempenharem um papel específico que envolva a aplicação de conceitos e habilidades que foram ensinados. Isso pode ser particularmente útil em cursos de habilidades sociais, ciências da saúde, educação e negócios.
  3. Laboratório e experimentos práticos: Dependendo do assunto, os alunos podem ser avaliados por sua habilidade de realizar um experimento ou atividade de laboratório. Isso pode ser aplicado nas disciplinas de ciências, tecnologia e engenharia.

Quarto nível (Faz): Por fim, é momento de avaliar se o aluno consegue aplicar as habilidades e conhecimentos que aprendeu na prática em eventos ou situações reais, ainda que simuladas. Eis algumas sugestões de como se avançar na avaliação do aluno neste nível: 

  1. Estágios/Prática Profissional: Em algumas disciplinas, os alunos podem ser colocados em ambientes de trabalho reais onde são capazes de aplicar o que aprenderam. Eles são então avaliados com base em seu desempenho nesse ambiente.
  2. Estudos de caso: Os alunos são apresentados a uma situação complexa do mundo real e são avaliados com base em sua capacidade de aplicar o que aprenderam para analisar a situação e propor soluções.
  3. Simulações: As simulações, com o emprego do computador, oferecem aos alunos a oportunidade de aplicar o que aprenderam em um ambiente controlado que imita o mundo real. No presente guia, sugere-se a utilização da Simulação Computacional em conjunto com as seguintes estratégias:

    a) Avaliação com base na Aprendizagem Baseada em Projetos: Os alunos aplicam o que aprenderam para conceber um projeto de pesquisa, uma apresentação, um produto ou uma obra de arte. O projeto final é então avaliado com base em critérios pré-estabelecidos pelo professor. A simulação computacional pode ser empregada desde a concepção do projeto à sua implementação e análise dos resultados. 

    b) Avaliação com base na Aprendizagem Baseada em Problemas: Os alunos são apresentados a um problema complexo e autêntico do mundo real e são avaliados com base em sua capacidade de aplicar conhecimentos e habilidades para resolver esse problema. Com o apoio da simulação computacional os alunos podem propor e implementar soluções e, ainda, avaliar os resultados alcançados. 

Como avaliar:
Uma avaliação formativa que tem como base a Pirâmide das Competências de Miller deve ser, por óbvio, estruturada em etapas correspondentes aos níveis da pirâmide: Saber, Saber como, Mostrar como e Fazer, onde a cada nível o aluno é apresentado a uma atividade condizente com a competência que se quer avaliar, seguindo a sequência criada por Miller.  Abaixo vê-se um exemplo aplicado aos alunos do Ensino Médio Profissionalizante, na disciplina de Planejamento e Projeto de Redes:

Primeiro nível – Sabe:
Avaliação escrita: Os alunos realizam um teste por escrito para avaliar o conhecimento teórico sobre fundamentos de redes, tipos de redes, protocolos e hardware de rede. Exemplo:
Questão 1: Qual a principal função de um roteador em uma LAN?

Segundo nível – Sabe como:
Simulação: O aluno deve utilizar um software de simulação de redes para demonstrar sua capacidade de configurar uma rede simples, aplicando conceitos teóricos. Eles devem, por exemplo, configurar corretamente endereçamento IP, máscaras de sub-rede e roteamento. Exemplo:
Questão 2: Descreva o processo de configuração de um endereçamento IP e máscara de sub-rede para uma LAN, utilizando o protocolo DHCP. Inclua a justificativa para o uso desse protocolo para a comunicação eficiente dentro da rede.

Terceiro Nível – Mostra como:
Apresentação de Projeto: Em grupos pequenos, os alunos planejam, projetam e apresentam a infraestrutura de uma LAN para demonstrar domínio do conteúdo estudado. Exemplo:
Questão 3: Elaborar um projeto de rede para uma pequena empresa, incluindo a escolha de equipamentos, do layout da rede e a justificativa da seleção dos equipamentos, técnicas e protocolos, com base em critérios de eficiência e custo.  Apresente a proposta de projeto para a classe.

Quarto nível: Fazer: 
Prática em Laboratório: Os alunos devem aplicar o conhecimento já consolidado e desenvolver suas habilidades com a prática em situações que reproduzem a realidade. Exemplo:
Questão 4: Ainda em equipe, implementar a LAN já projetada no simulador computacional; configurar o roteamento entre sub-redes e aplicar técnicas básicas de segurança e disponibilidade, documentar o processo e discutir no Padlet as dificuldades encontradas e como foram resolvidas.

Neste modelo de Avaliação Formativa, as competências e o desempenho de cada aluno são observados, avaliados e registrados pelo professor. De posse dessas informações o educador pode realizar ajustes  no conteúdo, na forma e nas estratégias a serem utilizadas para alcançar melhores resultados a nível de cada aluno, bem como a nível da turma. 

O processo de avaliação pode ser otimizado com o apoio de uma ferramenta, ou técnica, que dê suporte ao recolhimento dessas interações com o aluno, que possa organizar, armazenar e tratar essas informações, de forma a disponibilizá-las para avaliação por parte do professor e, nesse sentido, o presente Guia sugere a adoção do Portfólio como técnica adequada a esse contexto da avaliação formativa, que pode ser adotada, senão unicamente, mas como complemento a outras formas de avaliação já adotadas pelo docente.

No contexto educacional e/ou atual, entende-se o portfólio como “[…] uma forma de documentação e organização de trabalhos, projetos, anotações e atividades com o intuito de proporcionar o crescimento do indivíduo” (Gomes et al. 2019, p. 1). Compreende-se que é, dessa forma, um instrumento ou ferramenta que permite documentar, registrar, anotar o que é feito pelo aluno. Sendo assim, ainda que não necessariamente, o portfólio é uma ferramenta, também, da educação, da sala de aula, do professor e da avaliação. Alves e Anastasiou (2006) mencionam que o portfólio é o lugar onde o estudante faz uma compilação de todo o arcabouço mais importante que adquiriu num percurso de ensino e aprendizagem após realizar uma análise crítica e devida das experiências que viveu em diversos momentos. 

Devido a essa diversidade de contribuições na condição de instrumento do processo de ensino-aprendizagem é que o portfólio comporta diversos tipos: 

  1. O portfólio particular do aluno, onde podem ser registradas informações pessoais, incluindo dados de identificação e socioeconômicos, saúde, moradia e contatos, além de anotações relevantes;
  2. O portfólio de aprendizagem, que comporta as anotações, os rascunhos, projetos em andamento e as amostras de trabalho já realizados, ou seja, traz o registro das atividades desenvolvidas, por meio de textos, fotos, imagens e outros elementos;
  3. O portfólio demonstrativo, que é aquele que contempla as atividades mais importantes, as aprendizagens, os registros reflexivos sobre os trabalhos que evidenciam o desenvolvimento, as dificuldades, as aprendizagens e até as frustrações. 

É nesse último portfólio que se encontram as informações mais importantes para os professores e demais participantes da equipe pedagógica, como também para os pais (a família) e para o próprio aluno. É o registro das informações que contribuem para a compreensão longitudinal do percurso que foi percorrido ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Vale ainda a compreensão que esses três tipos podem se fundir em apenas um grande portfólio organizado por partes (Drumond, 2016).

Ao se considerar o percurso de avaliação formativa proposto no guia, onde se tem como premissa a adoção de uma ferramenta eminentemente digital, a simulação computacional, iremos nos concentrar na possibilidade de se trabalhar com uma técnica, por assim dizer, derivada ou inspirada no portfólio, o E-portfólio. Como o nome sugere, o e-portfólio reproduz todas as características, sobretudo, a nível de organização da informação, do portfólio “convencional”, porém, disponível em formato de ferramenta digital, agregando, assim, a possibilidade de se acomodar vídeos, áudios, imagens etc. além da vantajosa disponibilidade de acesso e compartilhamento via internet. 

Ressalta-se que o e-portfólio, como recurso digital, ao ser usado como instrumento de aprendizagem, pode estimular o desenvolvimento de diversas outras competências relacionadas ao desempenho de uso das ferramentas tecnológicas. Por exemplo, é possível desenvolver habilidades de expressão por meio de vídeos, de áudios, de imagens e de ícones. Como destacado por Shavinina (2013, p.458), a utilização de e-portfólios no processo educacional representa uma abordagem inovadora para registrar e avaliar a aprendizagem dos alunos; isso também impulsiona a criatividade para o uso das ferramentas tecnológicas, dos ambientes virtuais e dos espaços do meio digital. 

Como instrumento de apoio ao processo de avaliação, é importante compreendê-lo enquanto função no processo de ensino e aprendizagem, em especial esse formato no modelo eletrônico no contexto da avaliação. No entanto, também é importante trazer suas definições mais amplas e bases originárias, para poder compreendê-lo no campo específico da avaliação da aprendizagem escolar, e contemplando as proposições e modelos online. Neste link está disponível um modelo de e-portfólio, dentro das premissas do presente Guia. 

A inserção do e-portfolio na prática discente funciona, também, como uma resposta ao desafio de encontrar modelos operacionais que possam viabilizar ações críticas e reflexivas, que podem ser transformadoras em contextos educativos. Além disso, o e-portfolio é uma ferramenta para ser usada no suporte à avaliação formativa porque possibilita vivenciar um processo avaliativo movimentado em todo o percurso do ensino-aprendizagem, minimizando os espaços da avaliação quantitativa. Isso amplia os modos de atuação da avaliação qualitativa, que é mais centrada no aluno, mais interativa, sensível às necessidades individuais de aprendizagem. É viabilizadora da intervenção e orientação docente (Villas Boas, 2005; Loureiro, & Meirinhos, 2022). 

Hertz (2020) acrescenta ainda que o e-portfolio também agrega a possibilidade de compartilhamento dos trabalhos dos alunos, o que amplia os horizontes de satisfação, tanto com as famílias quanto com outros professores, especialistas, e, pelo que se interpreta, com outras instituições, o que também agrega benefícios para os alunos. No entanto, nem todos os e-portfolios são criados para fins de compartilhamento. 

Por se tratar de um portfólio para ser fixado em ambiente virtual, faz-se necessário também saber quais plataformas estão disponíveis para sua elaboração. As dicas de elaboração apresentadas por Hertz (2020) são as seguintes:

1) portfólio para compartilhar no âmbito da sala de aula – usando o Google Slides, cria-se um projeto, e nele publica-se o trabalho, seguido de reflexões. Nesse espaço, os alunos têm a oportunidade de compartilhar o portfólio diretamente com o professor e colegas, e também pode incorporá-lo à postagem de blog ou publicá-lo em uma pasta do Google Drive compartilhada com a turma. O Google Classroom pode ser usado para criar e-portfólios e nesses, o aluno consegue adicionar documentos que podem ser visualizados por ele e pelo professor ao longo do ano.

2) portfólio para compartilhar com o mundo exterior – para este tipo pode ser adotado um blog, para o qual existem diversas ferramentas, e que pode ser elaborado para uma determinada classe. Nesses espaços, os alunos podem postar slides do Google, mas, também adotar a Flipgrid ou outra ferramenta semelhante, que também serve para postar apresentações em vídeo que tenham como finalidade, além do registro, reflexões e verificações avaliativas, tanto com finalidade formativa como somativa. O conteúdo pode ser compartilhado com a turma, com o professor e com o público em geral. 

Hertz (2020) também indica as plataformas Book Creator, que permitem portfólios digitais com texto, imagens, gravações de áudio e vídeos e até livros, de forma gratuita, dependendo da quantidade de livros que é inserida. A ferramenta Seesaw também é indicada, por meio da qual podem ser criadas as mesmas atividades já mencionadas e o compartilhamento em um portfólio da turma. 

Além de Hertz (2020), Lencastre (2021) indica algumas plataformas com nomes diferentes e o acréscimo de algumas funções: 

1) Blackboard – que além de permitir inserir texto, imagens e vídeos, também possibilita o feedback do docente, por meio de separadores como ‘Blogs’, ‘Diários’, “Wikis’ ou ‘Fórum de discussão’. 

2) Fresgrade – com a mesma capacidade de criação de portfólio e inserção de elementos já citados. Além disso, também abre espaços para o docente atribuir tarefas aos estudantes e consultar as realizadas e ainda permite criar, no final, uma apresentação de diapositivos com os destaques do portfólio digital do estudante. 

3) Seesaw – permite a criação de portfólios digitais em dispositivos móveis. Neste caso, o docente precisa criar uma conta de sala de aula para que os estudantes se registrem por meio da digitalização de um código QR. É possível ainda classificar as submissões para a sala de aula e enviar notificações aos estudantes.

Em um tempo mais atual, Loureiro e Meirinho (2022) utilizaram a plataforma Padlet para a construção do e-portfólio. Trata-se de uma aplicação da web “que permite ao aluno organizar, refletir, criar e registar suas aprendizagens de forma visual […] murais ou quadros virtuais, com recursos para partilhar textos, vídeos, imagens, anotações, hiperlinks e aúdios”. Segundo os autores do trabalho que a usaram, é de fácil acesso e compartilhamento e funciona como uma estratégia bastante hábil para incentivar a inovação na sala de aula. Os alunos podem estruturar o conhecimento obtido nas pesquisas e usar diversos recursos digitais para construir conhecimentos do tópico curricular estudado. 

Ter uma ferramenta para compartilhar os resultados permitirá ao aprendiz avaliar suas reais condições para seguir à próxima fase de avaliação, a avaliação somativa.

Figura 2 – Diário de Classe

Eis o link de acesso para fazer o download da planilha acima: Diario de Classe Avaliacão Formativa – Avaliacão das Competencias – Estilo de Aprendizagem de Kolb

Em seguida à avaliação formativa, vem a etapa da avaliação somativa, essa destinada a atribuir ao aluno uma nota ou conceito final para fins de promoção.

Referências:
Alves, L. P.; Anastasiou, L. G. C. (2001) Estratégias de ensinagem. (5th ed.). Univille
Fernandes, D. (2006). Para uma teoria da avaliação formativa. Revista Portuguesa de Educação CIEd, 19(2), 21-50.
Hertz, M. B. (2020)  Dicas de ferramentas para criar um portfólio digital. PORVIR-Inovações em Educação. https://porvir.org/dicas-de-ferramentas-para-criar-um-portfolio-digital/.
Loureiro, A. C. Meirinhos, M. (2022). E-Portefólio como recurso para o desenvolvimento de competências digitais. In. Anais da VIII Conferência Ibérica de Inovação na Educação com TIC: ieTIC.
Miller, G. E. (1990). The assessment of clinical skills/competence/performance. Academic Medicine, 65(9 Suppl), S63-7.
Rivera-Castro, M., Gomes, S. M. S., & Guimarães, I. P. (2008). Estilos de Aprendizagem sob a ótica do Inventário de David Kolb: um estudo de caso com os alunos de graduação do Curso de Ciências Contábeis da UFBA. In. Anais do XV Congresso Brasileiro de Custos.
Shavinina, L. V. (Ed.). (2013). The Routledge International Handbook of Innovation Education. Routledge.
Villas Boas, B. M. F.(2005)  Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico. (2th ed.). Papirus.

Avaliação Formativa

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Avaliação Diagnóstica https://guia.scae.academy/ensino-e-aprendizagem/avaliacao-diagnostica/ Wed, 24 May 2023 18:19:35 +0000 https://gsc.expert/?p=2621

Avaliação Diagnóstica

Compreendendo que a Avaliação Diagnóstica é um processo recorrente, e não um evento isolado, se faz necessário destacar a sua importância estratégica para a fase de planejamento, para a definição dos objetivos de aprendizagem. Dar-se a conhecer das habilidades e conhecimentos já adquiridos pelos alunos, bem como de seus estilos de aprendizagem, por óbvio, não é uma tarefa simples.
Nesse sentido,  o educador pode lançar mão de ferramentas que podem facilitar o processo de coleta, estruturação e análise das informações que servirão como subsídio para o planejamento das ações educativas. Coexistem hoje instrumentos ditos analógicos e digitais que cumprem bem a tarefa da auxiliar ao professor neste processo,  o G-SCAE sugere o elenco abaixo:

  1. Diários de Classe: Uma maneira simples de realizar a avaliação diagnóstica é por meio de diários de classe. O professor pode manter um espaço no diário para cada aluno, ou mesmo uma simples coluna numa planilha, registrando observações sobre como o aluno aprende, reage a diferentes estilos de ensino, trabalha em grupo, resolve problemas e assim por diante. Isso pode ser complementado com feedbacks dos próprios alunos, onde eles descrevem como se sentem em relação à aula e como percebem seu próprio aprendizado.

  2. Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS): Um LMS com recursos avançados pode ser usado para coletar e analisar dados sobre o aprendizado dos alunos. Isso pode incluir minúcias tais como o tempo que passam em diferentes tarefas, suas interações com outros alunos e professores, as notas que recebem em diferentes tipos de tarefas e assim por diante.

  3. Entrevistas e Pesquisas: Realizar entrevistas individuais com os alunos ou fazer pesquisas com eles por meio de formulários eletrônicos, por exemplo, pode ser eficaz para entender mais detidamente seu estilo de aprendizado e suas preferências. Isso pode ser particularmente útil no início do curso para ajudar a planejar as ações de ensino vindouras.

  4. Observação Direta: A observação direta dos alunos em sala de aula pode ser uma das maneiras mais eficazes de avaliar o estilo de aprendizagem e o nível de conhecimento do aluno. Observar como os alunos interagem uns com os outros, com o professor e com o material do curso pode fornecer insights valiosos individualizados ou mesmo da turma num todo.

  5. O Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb: A aplicação deste inventário pode fornecer insights valiosos sobre o estilo de aprendizagem de cada aluno. Isso pode ser usado para personalizar a abordagem de ensino para cada aluno.

Como demonstrado a partir dos exemplos acima, há diferentes maneiras de se estruturar uma avaliação diagnóstica, ficando a cargo do professor escolher a que melhor se aplica ao planejamento por ele elaborado. Porém, neste guia, sugere-se O Inventário de Estilo de Aprendizagem de Kolb, por se coadunar com a Teoria da Aprendizagem Experiencial, do mesmo teórico, viabilizando, assim, as estratégias a serem utilizadas para otimizar a aprendizagem dos alunos quando do uso da simulação computacional. O G-SCAE sugere que o inventário em questão seja utilizado pelo professor para conhecer os estilos de aprendizagens presentes e predominantes em suas turmas, e não de cada aluno em específico, servindo como subsídio para o planejamento de suas aulas. 

É importante perceber que a fase diagnóstica é o momento para explorar os conhecimentos prévios dos alunos. Esta etapa também é oportuna para um processo de nivelamento. Em suma, é fundamental fazer o levantamento de dados concretos que indiquem o nível e o estilo de aprendizagem, para definir as ações educativas e respectivas metodologias de avaliação (Kolb, 1984).



Como aplicar o inventário de Kolb: 

No primeiro momento o teste é direto, utilizando-se do do Inventário de Estilos de Kolb, disponível no link acima. Essa fase da avaliação é  útil tanto para realizar o levantamento dos estilos de aprendizagens presentes na sala quanto para discutir o processo de aprendizagem com os participantes e fornecer feedback.

No segundo momento, o teste é construído de tal forma que os indivíduos respondem a ele como a uma situação de aprendizagem: requer que eles resolvam as tensões entre as orientações abstrato-concreto e ativo-reflexivo (Kolb, 2013, p. 43). A figura abaixo ilustra um exemplo deste teste, realizado por meio do formulário da plataforma Google, como vê-se:

Figura 2 – Formulário para Avaliação Diagnóstica

A avaliação acima ilustrada está disponível neste link Avaliação Diagnóstica, e segue no seguinte detalhamento:

Título: Avaliação Inicial – Turma 2b

Enunciado: Esta avaliação foi criada para juntos entendermos como você aprende melhor, quais são seus conhecimentos e habilidades prévias. Essas informações serão utilizadas na elaboração da disciplina de Planejamento e Projeto de Redes  e nos ajudarão a adaptar as atividades às suas necessidades de aprendizado.

Questão 1 – Experiência Prévia: Descreva a experiência que você tem com redes de computadores, seja em disciplinas anteriores, projetos pessoais ou experiências de trabalho.
Questão Complementar: Em uma escala de 1 a 5, como você avalia seu nível de conforto com os conceitos básicos de redes de computadores?

Questão 2 – Habilidades Técnicas: Liste quais ferramentas de simulação de redes você já utilizou e em que contexto.
Questão Complementar: Avalie sua habilidade técnica com essas ferramentas em uma escala de 1 a 5.

Questão 3 – Interesse e Motivação: Quais são seus interesses específicos em planejamento e projeto de redes? Por exemplo: segurança de redes, topologia de redes, gerenciamento de redes, etc.
Questão complementar: Em uma escala de 1 a 5, qual é o seu nível de interesse em aprender mais sobre essas áreas?

Questão 4 – Estilos de Aprendizagem: Pense em como você prefere aprender novas habilidades. Você gosta de ler e estudar por conta própria, assistir a vídeos, realizar atividades práticas ou discutir e colaborar com outros?
Questão complementar: Em uma escala de 1 a 5, avalie a importância da forma de aprendizagem escolhida por você.

Questão 5 – Desafios e Dificuldades: Quais conceitos ou habilidades em redes de computadores você considera mais desafiadores?
Questão complementar: Avalie, em uma escala de 1 a 5, o quão importante é para você superar esse desafio.

Questão 6 – Objetivos e Expectativas: Quais são seus objetivos para esta disciplina? O que você espera aprender e como você espera aplicar esse conhecimento?
Questão complementar: Avalie, em uma escala de 1 a 5, o quão importante é para você alcançar esses objetivos.

Após a aplicação da avaliação e subsequente coleta das respostas, o professor deve analisar as informações para identificar tendências, padrões, necessidades comuns e peculiaridades individuais. Isso servirá de subsídio para elaborar ou ajustar o plano de aula, selecionar recursos didáticos e planejar atividades de ensino que estejam condizentes com as expectativas e o nível de habilidade dos alunos.

O terceiro momento do processo avaliativo inicial se volta para a percepção sobre o domínio cognitivo. É nessa etapa, que pode perpassar toda a disciplina, que se observa como o aluno aprende sobre o objeto do conhecimento, como faz uso do raciocínio lógico para modelar e explicar os eventos, os objetos e conceitos que foram abordados. Ao professor cabe a tarefa de manter o registro de tais observações que servirão, também, como subsídio para análises comparativas e complementares às demais etapas da Avaliação Diagnóstica. Abaixo vê-se a figura de um modelo simples de ferramenta a ser utilizada:

Figura 3 – Diário de Classe

Neste link Diario de Classe  encontra-se disponível para cópia o modelo de planilha, sugerida no G-SCAE, para acompanhamento individualizado do aluno a partir das observações realizadas pelo professor nas mais variadas atividades, um subsídio para o processo de progressão do discente. 

Referências:
Kolb, D. (1984) Experiential learning. Englewood Cliffs, Prentice Hall. 
Kolb, D. (2013). Experiential learning: Experience as the source of learning and development. FT press.
Rivera-Castro, M., Gomes, S. M. S., & Guimarães, I. P. (2008). Estilos de Aprendizagem sob a ótica do Inventário de David Kolb: um estudo de caso com os alunos de graduação do Curso de Ciências Contábeis da UFBA. In. Anais do XV Congresso Brasileiro de Custos.

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